Sábado de manhã. A área de autoatendimento do banco estava lotada, afinal era o último dia de atendimento bancário do ano. Dos seis caixa eletrônicas à disposição dos clientes apenas a metade funcionava. A fila já fazia curvas... Uma senhora "apanhava" da máquina, outro cliente fazia uma operação sendo orientado por outro via celular, outro insistia em colocar uma senha não aceita pela máquina. Reclamações corriam soltas. Os caixas só dispunham de notas de dez reais, mais reclamação...
Na fila, entre os "fileiros" e "fileiras", as conversas eram as mais diversas: calor, futebol , a robaleira dos políticos, as esperanças para o novo ano que dali a pouco seria iniciado, a falta de segurança reinante na cidade, o perigo das estradas, enfim, falas pra se encher o tempo que se passa parado/parada numa fila de banco...
Em meio a tudo isso um iluminado adentra a agência e se dirige a um dos caixas que não está funcionando (pelo menos para nós, reles mortais). Chega em frente à máquina, não considera a mensagem do visor: FORA DO AR. Pacientemente retira seu cartão da carteira e o coloca na máquina... e espera (é imperioso registrar que vários/várias reles mortais não iluminados, com a melhor das intenções, avisaram que aquele caixa-rápido não estava funcionando, como é típico dos iluminados/iluminadas, as advertências foram desconsideradas...)... depois de esperar um considerado tempo, o iluminado desiste e vai para o final da fila... mais um para a vala comum dos reles mortal.
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