Apareceu no Portal G1 hoje:
“No último domingo,dia 18/01, o grupo radical Boko Haram atacou o
vilarejo de Mabass, divisa de Camarões com a Nigéria. Na ação foram
sequestradas 80 pessoas, sendo 50 crianças com idades entre 10 e
15 anos de idade. O governo camaronês, através de seu porta-voz, confirmou
os ataques, os sequestros e ainda informou que pelo menos 3 pessoas foram
mortas pelos terroristas. Com este ataque nos Camarões e os ataques neste final
de semana no Níger, alguns países africanos se reuniram em Niamey, capital do
Níger, para discutir estratégias contra os terroristas. Os ministros da defesa
dos países Benin, Camarões, Guiné Equatorial, Níger, Nigéria e Chade se
encontraram com representantes da Alemanha, Canadá, China, Espanha, Estados
Unidos, Reino Unido e União Europeia para tentar encontrar soluções para este
problema. Desde 2009 o Boko Haram tem tentado implantar a sharia na Nigéria,
atacando vilarejos, matando cristãos, destruindo igrejas, incendiando vilas e
deixando um rastro de destruição.”
Essa notícia traz à
memória um episódio do Sítio do Pica-Pau
Amarelo (aos mais novos e menos avisados, explico: era um programa exibido
na rede globo nos anos 80, adaptação da obra do meu amigo Monteiro Lobato) em
que um homem andava pelo mundo roubando calendários para quê ninguém lembrasse
que aquele ano iria acabar e assim o ano novo nunca começaria. Esse loucos do
Boko Haram fazem a mesma coisa: roubam o futuro.
Em tempo: para quem não sabe,
Sharia é é um termo árabe
que significa "caminho", mas, que historicamente,
dentro da religião islâmica, tem sido continuamente empregado para se referir
ao conjunto de leis da fé, compreendida pelo Alcorão, a Suna
(obra que narra a vida do profeta Maomé), além de sistemas de direito
árabe mais antigos, tradições paralelas, e trabalho de estudiosos muçulmanos ao longo dos
primeiros séculos do Islã. Em outras palavras, a Sharia é um sistema
detalhado de leis religiosas desenvolvido por estudiosos muçulmanos e ainda em
vigor entre os fundamentalistas hoje.