domingo, 5 de julho de 2015

Almoço de domingo

Desde a última publicação muita coisa aconteceu em nossa terra brasilis aconteceu e chamou minha atenção. Quase cheguei a traçar umas poucas linhas sobre casamento gay, redução da maioridade penal, a falta de “retornos” na avenida dom Severino (uma grande artéria em Teresina), operação lava jato, crise financeira, corrupção(?), o sistema de cotas no judiciário, copa américa, ministro joaquim levy, estado islâmico... muita que poderia render muitos acessos ao blog e talvez, até mesmo, suscitar comentários... muitos comentários...

Mas nada disso rendeu uma linha sequer. Hoje, depois que almocei sozinho e a 410km ao sul de minha casa, lá por volta das duas da tarde escuto a discussão de uma mãe com o filho sobre o atraso deste para o almoço dominical... o mancebo argumentava que, ipsis in verbis: “... aos domingos a senhora sabe que eu não tenho hora pra almoçar... estava na piscina com meus amigos...” A mãe por sua vez dizia que aquilo não se fazia, ele fazer ela ficar esperando e ele nada de aparecer...

No último dia das mães minha namorada (é isso mesmo que você leu. Esse morfema agora faz parte de minha “gramática sentimental”...), sabedora que essa data produz estragos em minha memória afetiva, sugeriu que eu saísse de casa, fosse passear e não ficasse “enfurnado” curtindo a minha orfandade materna... Não adiantou... passei o dia “enfurnado”. Presenciar a discussão familiar, encheu-me de inveja daquele filho que tem uma mãe que briga com ele pelo cumprimento do horário das refeições. Como seria se eu ainda ouvisse minha mãe a chamar para dormir, levantar, estudar... enfim, fazer qualquer coisa que ela quisesse... A função das mães em nossas vidas é essa mesma: manter-nos dentro de padrões socialmente aceitos.


Queria aqui escrever muitas outras coisas sobre as mães... mas creio que a emoção já está tomando conta das palavras, então, uma última: filhos, obedeçam vossas mães... um dia, creio que o pior deles, elas (por certo, contra a vontade) nos deixarão.