terça-feira, 9 de abril de 2013

Mão de duas vias


O des-conforto é geral. Uns apresentam um sorriso amarelo, típico de momentos ingratos. Outros agem com se fosse a coisa mais natural do mundo. O importante é respeitar. E o respeito, nos dias que correm debaixo do sol, tem a mesma importância da rampa de acessibilidade, da liberdade de imprensa e a portabilidade de celular e, agora, até de salário.

Toda a mídia golpista e marrom bate palmas. Vou ser mais claro (minha natureza é muita prolixa...). Falo da questão de se auto-afirmar homossexual para céus e terra. Até alguns dias era “sair do armário”. A última foi uma cantora da terra do meu amigo Rui Barbosa. Aos que não sabem onde o velho Rui nasceu, vou ajudar: do mesmo torrão natal de Raul Seixas. Ajudou? Creio que não. Nesse vai ser tudo revelado: do mesmo lugar onde é feito o carnaval baiano.

Ela, a cantora, mãe de filhos e filhas. Separada. Agora namorando uma jornalista. Se você freqüentou alguma de minhas aulas de língua portuguesa (gramática) saberá que jornalista é um substantivo comum de dois gêneros. Logo, o que vai definir/revelar o sexo, no caso em questão, será (neste caso em especial) o numeral. Eu disse UMA jornalista. Resuminho: a cantora namora, ou melhor, tem um relacionamento homo-afetivo (não tenho certeza se a grafia está correta) com uma jornalista.

As duas merecem todo respeito do mundo civilizado. Poderia ser um pedreiro com um motorista. O art. 5° de nossa Carta Magna é muito claro. Todos têm direitos e deveres. O que não se pode querer de ninguém é a admiração ou a concordância silenciosa. Respeito é uma via de mão dupla. Quem o requere tem que usá-lo na mesma proporção que o quer receber. Quem critica tem que ter a consciência que também será criticado. É a ação e reação  decantada nas aulas de física.
 
Quem quiser ser homoafetivo que o seja. Terão o meu respeito, nunca meu silêncio, nem minha concordância e admiração.