sábado, 13 de agosto de 2011

meu pai é difícil...

O Sr. Francisco Gomes (seu Chaga) é meu pai e desde que "me entendo por gente" ele é muito difícil. Difícil de ser render para as mazelas que o cercam. Difícil de se entregar para os problemas de saúde que o afetam.

Ele já "deu" derrame (AVC) e não morreu. Sofreu duas cirurgias complicadas e continua sempre nos alegrando com seu humor inato. Ele costuma dizer que "cara feia é fome". Se "tivesse a idade do Raimundo, não perdoaria..."

Meu pai é meu herói.

sábado, 6 de agosto de 2011

Machismo ? Hoje ?

Plenitude do machismo


Vagueando na Notícia
As mulheres se queixavam muito quando eram cozinheiras, lavadeiras e faxineiras. Quando eram esposas prestativas e mães solícitas. Quando eram objetos sexuais de seus maridos, dóceis e bonitinhas. Quando não podiam trabalhar fora de casa e muito menos ingressar numa universidade. Quando não podiam beber, não podiam fumar, não podiam dirigir carro, não podiam votar, não podiam cometer infidelidade conjugal, embora seus esposos tivessem todos esses "direitos". Quando apanhavam do marido e não contavam a ninguém, nem ao próprio pai.

Hoje a situação é outra em quase todos os países do mundo. E tende a melhorar.

Mas a plenitude do machismo é muito anterior à civilização da mulher do lar. O auge do machismo aconteceu no ano 483 antes de Cristo, quando um conselho de Estado, sob a presidência do todo-poderoso Xerxes I, promulgou a lei mais machista da história. Como se tratava de um império enorme, que começava nas proximidades da índia e terminava onde hoje se encontra o Sudão, na África, o decreto alcançava quase toda a população feminina do mundo de então. Como não havia ainda correio eletrônico, fax, televisão, rádio, telefone, telégrafo nem mala-direta, o texto da lei foi traduzido para todas as línguas do vasto Império, na escrita de cada uma delas, e enviado para as mais longínquas regiões da Ásia Meridional e da África Ocidental, por meio de funcionários públicos que faziam o serviço dos atuais correios.

O decreto era curto e enfático: "Que todo marido fosse chefe da sua casa e que tivesse sempre a última palavra" (Et 1.22, em A Bíblia na Linguagem de Hoje). A lei oficializou o machismo.

Curiosamente, o que provocou o decreto ou a plenitude do machismo foi uma briga conjugal. O vaidoso Xerxes I, também conhecido como Assuero, em meio a uma bebedeira, mandou buscar a mulher para mostrar a beleza dela aos nobres e ao povo que participavam de um banquete por ele oferecido. A rainha simplesmente recusou a comparecer. A ausência de sobriedade do marido e dos comensais e a possível intenção de Assuero de exibir o corpo da mulher, justificaram a atitude de Vasti. Antes que o comportamento da rainha empobrecesse a autoridade de todos os maridos do Império Medo-persa, Xerxes I e seus mais chegados conselheiros, todos homens, acharam por bem amedrontar as mulheres e assegurar o machismo, contemplando-o com a lei do domínio absoluto do homem sobre o chamado sexo frágil. Naquela mesma tarde, a rainha perdeu a coroa e o marido. Mas não perdeu a dignidade.

Fonte: www.ultimato.com.br

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Educar é preciso, viver não é preciso !!!


Walter Alves Saraiva é uma pessoa difícil. Difícil de desistir de seus sonhos. Difícil de negociar seus princípios. Difícil de se dobrar diante dos desafios que se levantam.

Ainda cedo veio para Teresina, junto com seus irmãos, atrás do seu sonho de conseguir uma formação superior (difíceis aqueles anos na Casa do Estudante Pobre do Piauí...). Venceu as dificuldades financeiras, sociais e culturais. Graduou-se em Economia e Sociologia. E, mais recentemente, Ciências Jurídicas.

Na trilha dos seus ideais políticos, foi, ainda imberbe, vereador de sua terra natal. "Sem medo de ser feliz" ingressou nas fileiras do Partido dos Trabalhadores. Por duas vezes disputou a prefeitura de Flores (2004 e 2008).

Um novo desafio se apresenta: guiar os rumos da educação em Flores do Piauí. A este incansável florense, nossos votos de uma boa gestão.



segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A luta continua...


“Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis”

Quando Bertold Brecht escreveu o texto acima ele deveria está profetizando sobre a vida de CHICO GENRO. Nascido Francisco de Sousa Carvalho, filho de trabalhadores rurais Chico Genro sempre teve o desenvolvimento do então povoado Pajeú e depois da cidade de Pajeú do Piauí, como seu único projeto de vida.

Fundador e Primeiro Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pajeú do Piauí, por duas vezes vereador por Canto do Buriti,Quando o povoado foi feito cidade, CHICO GENRO foi candidato a Prefeito e Vice-Prefeito. CHICO GENRO nunca se negou a lutar por todos os marginalizados e descamisados de Pajeú do Piauí, fazendo da sua própria vida um símbolo da luta do homem do campo e da cidade.

Lutou e conseguiu a piçarra para a estrada vicinal que liga Pajeú a Rodovia PI 140 (hoje Rodovia PI 463 Chico Genro) Sempre pensando na melhoria da vida de seus conterrâneos, não mediu esforços até que a eletrificação chegasse a Pajeú do Piauí. Quando o homem do campo reclamava por terra e pão, CHICO GENRO reuniu forças e viabilizou a instalação do Assentamento “Lagoa do Mato”.

Vítima de um câncer, CHICO GENRO precocemente deixou a luta no plano terreno. Nos dias que seguem embaixo do sol, ele representa a luta do povo de Pajeú do Piauí por dias melhores