quinta-feira, 23 de abril de 2026

eu mudei!!!

 Se é tradição, não sei. O que vejo são as pessoas prometendo "mundos e fundos" diante de cada começo de ano... em geral, sem nenhum medo de errar, essas promessas não duram até a chegado do reinado de momo...


Quero atentar para uma coisa:  o fato dos anos começarem e terminarem sempre...A idéia de dividir o tempo em fátias é fabulosa. Organiza atos e ações dentro de espaços, temporais...

Mas o que acontece mesmo de fato e não muda é o que está relatado no texto sagrado, ei-lo:

"...quero lembrar do que pode me dar esperança: A bondade do SENHOR é a razão de não sermos consumidos, porque  as suas misericórdias não têm fim; renovam-se plenamente a cada manhã! Grande é a tua fidelidade!" livro das Lamentações de Jeremias, capítulo 3, versículos 21 a 23.

Não importa se estamos em 1917 ou em 2015. O que vale realmente para nossas vidas é a certeza que nosso Deus está ao nosso lado...

Outra coisa digna de nota é o fazer promessas para si mesmo: perder peso, trocar de emprego, casar, ter filhos e torcer prum time que preste.... a lista é quase infinita. Observo que quase ninguém fala em mudanças morais, tomada de atitudes éticas e coisas afins...
A publicação abaixo é de janeiro de 2015... 

Remexendo meus papéis velhos e avulsos (e não são poucos...) encontrei uma lista de defeitos que, segundo uma grande ex namorada, eu teria e precisaria mudar antes do ano novo começar...

Ela listou cinco critérios (feitos e mensurado na "cabecinha" dela) onde eu havia sido "reprovado", vamos a eles:

Ausência familiar (segundo ela, eu pouco dava atenção aos familiares dela...), segurança e objetivos (na visão dela, eu não conseguia transmitir isso a ela...), carinho e atenção (na opinião de minha ex, eu não era nem um pouco...), respeito (ela entendia que eu dava mais valor aos amigos que a ela...) e mentiras (nas palavras dela: ... relacionamentos com mentiras não dar certo).

Bem... nosso relacionamento não perdurou, hoje seguimos caminhos diferentes... Confesso que ela tinha razão em alguns pontos, nos outros, pura invenção feminina...

Vou trabalhar para que os dias que amanhecerem e anoitecerem, agora em 2015 ou na copa de 2030, me encontrem uma pessoa melhor de conviver em sociedade...

Soli Deo Gloria

Hoje posso dizer que mudei pra melhor!!! A essa ex namorada só posso dizer muito obrogada!!!

terça-feira, 21 de abril de 2026

Apenas equidade!!!

Eu não queria falar sobre esse tema porque é "chover no molhado". Não resolve a situação e ainda se é repetitivo. Ela não conhece a mim e nem eu a ela. Estamos em posições bem distintas na pirâmide social. Ela é do topo e eu nunca sai da base...Eu sou piauiense e ela é do lindo Estado do Pará, onde temos o melhor açaí do mundo, quiçá da galáxia!!!

Vamos ao ponto: estou falando das declarações da desembargadora Eva do Amaral Coelho (Tribunal de Justiça do Pará). A distinta magistrada proferiu, em sessão daquele colendo tribunal, duras críticas ao corte de penduricalhos dos juízes, desembargadores, procuradores, defensores públicos, enfim, todo o pessoal do judiciário nacional.

Quero registar aqui que não sou contra magistrados ganharem bem pelo excepcional trabalho que desenvolvem em suas funções. Não, longe disso!! Sou ardoroso defensor da máxima da minha linha política, o Trabalhismo: todos têm direito a um trabalho digno com um salário justo!!! E é isso está arvoredo no art. 23 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O que vou destacar aqui é a parte da fala da Dra. Eva em que ele diz ipsis verbis: “Eu gostaria, sim, que uma parte da população viesse a viver o dia a dia do juiz e do desembargador, para verificar como é que a gente trabalha. Ninguém trabalha só aqui”. Essa é uma verdade cristalina!! Juízes não trabalham só em seus gabinete do tribunal... O trabalho se estende a suas casas, roubando o precioso tempo de convivência com seus familiares... Isso é desumano!!!

Os penduricalhos servem como um mecanismo de compensação financeira. Nada mais... Até março deste ano o valor dessas gratificações não era limitado pela regra do teto para servidores públicos: R$ 46.366,19 (inciso XI do art. 37 da CF de 1988). Em março de 2026 a Desembargadora Eva Amarela recebeu R$ 91.000,00.

O ministro Flávio Dino, do STF, em seu afá de promover justiça, limitou os penduricalhos a, no máximo, 35% do salário base. Mas...deixemos essa problemática para o povo do judiciário... Falemos dos professores do Brasil. Todos sem exceção realizam sua ação docente em sala e em suas casas... E isso não é nenhuma novidade pra ninguém. E não recebem um centavo que seja por essas horas extras. E a vida segue sem maiores atropelhos!! 

O trabalho docente é formar cidadãos para o pleno exercício da cidadania. O trabalho dos magistrados é operar o Direito, de forma a garantir que a cidadania está sendo cumprida por todos!! Nessa lógica, o trabalho de professoras e professores é fazer com que o judiciário não tenha tanto trabalho!! Simples assim!!

Boa sorte à Desembargadora Eva do Amaral Coelho...

sexta-feira, 10 de abril de 2026

uma mãe...

 Aguardava meu pedido na churrascaria... Quase meio-dia, o céu teresinense ameaçando uma chuvinha... olho pra rua e vejo uma mãe vindo na minha direção pela calçada... chamo-a de mãe não porque estivesse acompanhada de seus filhos... Não!! Minha certeza que era uma mãe se deu porque seus passos tinham a mesma firmeza de quando defende sua prole. E  seu olhar possuia aquela segurança e candura só encontrada nos olhos das mães!!

Quanto mais ela se aproximava, mais eu a encarava... Ela percebeu meu olhar indagante e retribuiu com um leve sorriso...

Seguiu seu caminho sem olhar pra trás a encontro dos seus filhos... talvez...

Fiquei parado, lembranças mil e só uma (triste e desaladora) certeza: ao chegar em casa, com o almoço, minha mãe não estará à minha espera...

quinta-feira, 19 de março de 2026

Prata e ouro

 As lembranças que tenho da minha mãe são doces e educativas... Ficamos órfãos muito cedo: aos sete anos de idade... Somos três irmãos, eu sou o do "meio". Tenho uma irmã mais velha e um irmão caçula.

Umas recordações que guardo num lugar especial tem carácter educativo, mas com uma "cobertura" de doçura e humor... Nossa mãe dizia que seus dois filhos eram por demais especiais... Eu era ouro e meu irmão, prata. Foi meu primeiro empoderamento!!!

Passados uns dias, aparece em nossa rua (zona norte de Teresina, rua sem calçamento, muitas poças de lama...) um comprador de ferro-velho e metais preciosos... Meu irmão e eu estávamos disputando uma partida de futebol na rua... (era em janeiro...férias da escola...) Ao ouvir aquela voz rouca e "maldizente" anunciar:"compro panela de alumínio, colheres de ferro, ouro e prata...", não pensei duas vezes: peguei meu mano pela mão e corremos em disparada ao encontro da mamãe!!! Foi um dos maiores medos que já senti até hoje... Já pensou: ser vendido!! Nunca!!!

Mas minha mãe nos acalmou e explicou a situação. Nós dois tínhamos o valor de muita prata e ouro!! Éramos especiais!! Sentindo aquele alívio que só as mães sabem dar!!!

domingo, 15 de março de 2026

Centenário: da não intransitividade nominal

As palavras sempre fizeram parte (muito) importante em minha vida. E na vida de todo mundo: quem vive sem elas?

No dia de hoje, estava eu passando pela Praça do bairro Itaperú (zona norte da capital de todos os piauienses...) e veio à mente uma lembrança da infância, dos tempos que ainda acreditava que haveria um lugar onde se guardava o restante da tinta azul que pintaram o céu...

Nessa época a palavra centenário só tinha um significado: o nome de umas das  avenidas que ligavam o meu bairro ao centro da cidade... Nada mais. Sem nenhuma relação com o nome que é dado ao conjunto de cem anos.

A lembrança ocorreu-me porque na dita praça do Itaperú começa a avenida Centenário (que é uma homenagem aos primeiros cem anos da capital mafrense completos em 1952). Aos que não estão lembrando onde fica: é a artéria que margeia o aeroporto local...

Com esse pensamento ocorreu-me outro: a intransitividade dos nomes... A NGB (nomenclatura gramatical brasileira) determina que alguns verbos têm todo seu sentido contido neles mesmos. Exemplo: o verbo morrer: "João morreu". Todo o sentido do verbo morrer está encerrado nele mesmo. Quem morre, morre... Mas ao falarmos: "João disse". O verbo dizer necessita que algo complete sua valência (sentido). Quem diz alguma coisa...e por vai...

A palavra Centenário era pra ter essa intransitividade... Mas para mim não tem...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Um novo ano?

 "Então é natal... e o ano novo também...". E tudo se repete ..ou não. 

A nomenclatura dos anos, meses, semanas, dias e horas foi invenção humana. É uma forma de facilitar a compreensão da passagem do tempo...

Mas o que importa é saber como vivenciar de forma plena o tempo que nos é dado entre nosso nascimento e morte. 

A Bíblia é absoluta em afirmar que só estamos vivos pelas misericórdias de nosso Deus (Lm 3.22-23). 

O salmista já vaticinou: temos que pedir a Deus que nos ensine a contar os nossos dias...só assim teremos um coração sábio (Sl 90:12).

Disto isso: feliz todos os dias da sua vida.