quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Ontem à noite vi um veado



Não passava da meia-noite quando isso se deu. Voltava pra casa quando fui surpreendido com a visão. Ele estava ali parado à beira do asfalto, como que esperando alguém ou alguma coisa. Era jovem e tinha um corpo, podemos dizer, “sarado”, mas mesmo assim se mostrou surpreso com a minha presença ali no ambiente dele. Não estava com outros, estava sozinho e creio que por isso tenha ficado assustado. Quando a luz do farol denunciou sua presença, pude perceber que seus olhos cintilaram e, na minha opinião, um medo invadiu seu ser... de imediato, com certo afã e pressa, se retirou para um local mais escuro e escuso... sumiu da mesma forma que aparecera... continuei meu caminho...

Antes que comentários descabidos sejam tecidos sobre este fato raro, mas possível, revelarei toda sua estrutura e contexto. O dia do fato foi anteontem (30/09/2014). A rodovia PI “Chico Genro”, que liga Pajeú do Piauí a Canto do Buriti, a 400km ao sul da capital de todos os piauienses, foi o palco do acontecido, mas precisamente no meio da “chapada”... O veado em questão nada tem a ver com os que o Levy Fidelix citou em seus comentários no último debate realizado pela rede Record de televisão no último dia 29 de setembro.

O veado que vi rapidamente à margem da rodovia é o conhecidíssimo veado catingueiro, ou Mazama gouazoubira, figura antes super presente nas matas brasileira e que agora convive com o perigo de extinção.


Os “veados” que o candidato do PRTB citou no debate presidencial tomam emprestado o nome do animal aqui citado e habitam o centro das cidades, grandes e pequenas. Se bem, que a bem da verdade, o nome hoje politicamente correto desses seres é homo afetivo. Eles têm com o mazama gouazoubira uma relação inversamente proporcional: quanto mais se extingue este, mas cresce aquele...

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

#eufechocomolevy

O candidato a presidente da República Levy Fidelix, enquanto traço essas linhas, está sendo trucidado nas redes sociais por conta de seus  comentários sobre casamento homoafetivo. As declarações foram externadas durante o debate realizado na noite de ontem (28/09/2014) pela rede record de televisão. Quando indagado pela também candidata e defensora da comunidade lgbt Luciana Genro Indagou a postulante do psol: abre aspas "por que que as pessoas que defendem tanto a família se recusam a reconhecer como família um casal do mesmo sexo?"fecha aspas. Entre outras coisas o candidato do trem bala asseverou: abre aspas "dois iguais não fazem filhos. E digo mais, desculpe, mas aparelho excretor não reproduz" fechas aspas. Foi notória a manifestação das pessoas presentes no auditório onde de dava o embate/debates dos presidenciáveis. 

Hoje as ditas rede sociais amanheceram com críticas deslavadas ao candidato do prtb. Eu pergunto: qual o problema de se externar o pensamento? eu também, dada a impossibilidade de meus dois, quem sabe três leitores responderem, respondo: o artigo quinta de nossa CF garante esse direito a todo e qualquer brasileiro. 

Qual é o crime, tipificado por nossa norma jurídica, que se comete em ser contrário à opção sexual de alguém? novamente e pelo mesmo motivo, respondo: nenhum. O pensamento do Levy Fidelix é, sem nenhuma sombra de dúvida, o pensamento da maioria esmagadora do brasileiros e brasileiras heterossexuais. Eu penso assim. #eufechocomolevy

sábado, 27 de setembro de 2014

Eu não queria falar...


Eu não queria falar, mas sou obrigado a dizer que na última copa de futebol masculino profissional a equipe representante de nosso país ficou bem aquém da grandeza do Brasil...

Eu não queria falar, mas sou obrigado a dizer que nenhuma empresa de telefonia móvel que atua no Brasil presta... eu disse nenhuma...

Eu não queria falar, mas sou obrigado a dizer que não importa quantos personagens homossexuais a globo coloque em suas telenovelas, vou continuar sendo heterossexual e contra o casamento gay...

Eu não queria falar, mas sou obrigado a dizer todas as vezes que faço qualquer transação financeira com meu banco, sinto que sou aviltado e roubado...

Eu não queria falar, mas sou obrigado a dizer que as drogas são a peste negra que assola nossa sociedade...

Eu não queria falar, mas sou obrigado a dizer que nesta eleições, não importa o que digam sobre a Dilma, continuo com ela por mais quatro anos e, se o Lulinha voltar em 2018, votarei nele de novo !!!

Eu não queria falar, mas sou obrigado a dizer que na próxima postagem continua com este texto...

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

apenas pra fazer uso da função fática da linguagem

Ao meu leitor ou leitora que tem tempo de sobra pra gastar lendo o que se publica aqui: não fique feliz... não vou relatar nada que mereça relevo hoje, creio que o fim desse blog está bem próximo, mas não nestes dias que correm com o sol de setembro... só lá bem pra frente, naquele dia que eu acordar (depois da oito da manhã e disser: é hoje... ou não). Antes que isso ocorra, voltarei com mais textos... talvez menos interessantes que os publicados até aqui...

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Eu vi...



Eu vi


Vi um homem chorar porque lhe negaram o direito de usar três letras do alfabeto para fins políticos. Vi uma mulher beber champanha(*) porque lhe deram esse direito negado ao outro.
Vi um homem rasgar o papel em que estavam escritas as três letras, que ele tanto amava. Como já vi amantes rasgarem retratos de suas amadas, na impossibilidade de rasgarem as próprias amadas.
Vi homicídios que não se praticaram mas que foram autênticos homicídios: o gesto no ar, sem consequência, testemunhava a intenção. Vi o poder dos dedos. Mesmo sem puxar o gatilho, mesmo sem gatilho a puxar, eles consumaram a morte em pensamento.
Vi a paixão em todas as suas cores. Envolta em diferentes vestes, adornada de complementos distintos, era o mesmo núcleo desesperado, a carne viva;
E vi danças festejando a derrota do adversário, e cantos e fogos. Vi o sentido ambíguo de toda festa. Há sempre uma antifesta ao lado, que não se faz sentir, e dói para dentro.
A política, vi as impurezas da política recobrindo sua pureza teórica. Ou o contrário... Se ela é jogo, como pode ser pura... Se ela visa o bem geral, por que se nutre de combinações e até de fraudes.
Vi os discursos...
Carlos Drummond de Andrade

(Publicado no Jornal do Brasil, 15/05/80 - Caderno B - Pg. 1) 

O poema acima, de nosso maior poeta, retrata o contexto da fundação do PDT – Partido Democrático Trabalhista. Vivia-se os últimos suspiros da ditadura militar. A organização dos trabalhista, sob o comando de Leonel de Moura Brizola, representava um duro golpe aos mandates de farda... Bem o restante desse enredo já é conhecido, já é história consolidada.

Minha intenção com o presente registro é saudar o 25° aniversário da sigla trabalhista. Não nego a ninguém ou a quem quer que seja minha preferência e filiação política. Sou PDT, Sou 12.

Houve dias é que a filiação partidária é algo que chamava atenção. Hoje, nesses dias pré-copa, é algo muito complicado. Para muitos o grosso da mídia é apolítico. Eu prefiro chamar de porra-louca, os sem-causa de coisa nenhuma, os acéfalos da razão... Mas eles representam bem o que se passa debaixo do sol desde lado do equador...


Fico a pensar até onde vamos chegar (ou afundar..). 

domingo, 4 de maio de 2014

Reminiscências



Agora, em casa rodeado pelos meus livros (uma paixão há muito cultivada), veio-me à lembrança: o dia em que minha professora primária (sei que muitos nem sabem o que é isso... o que se chama agora de ensino fundamental, já foi primário e ginásio...) nos deu o “caminho das pedras” para bem falarmos e escrevermos e termos alguma chance na sociedade: ler sem medida. Ler tudo que aparecer pela frente, devorar livros, revistas, folhetos e até mesmo bula de remédio...

Lá se vão alguns janeiros desde aquele dia. Hoje é domingo (04/05/2014), almocei com meu pai e madrasta. Já participei da EBD na minha Igreja (2ª. ICE de Teresina), conversei com alguns irmãos/irmãs amados/amadas e diletos amigos confrades.

Essas reminiscências que afloram agora tem uma razão: amanhã (05/05) completo 40 anos(já????). Confesso que ainda não acostumei com a idéia, afinal desde que me lembro, sempre tive esse rosto... (pura ilusão de ótica). Muitos repetem o “mantra” que a vida começa aos quarenta. Não creio assim. Creio na promessa bíblica que as misericórdias do Senhor não tem fim, se renovam a cada manhã (de acordo com as Lamentações de Jeremias).

E dentro dessa misericórdia divina que quero agradecer, por tudo que vivi (cristão, brasileiro, emepêcista, professor, flamenguista, trabalhista democrático, cavaleiro templário, mestre Jedi, cidadão pajeuense) até aqui. Todas as personas gratas e ingratas que, de alguma forma, participaram e participam da minha vida. Não quero citar/relatar/listar/enumerar/nomear fatos ou pessoas para não cometer injustiças. Àqueles e àquelas que tiveram ou têm parte comigo sabem do seu valor na minha vida...


A todos e todas, meu sincero agradecimento. E, dentro da misericórdia de meu Deus, que venham outros 40, oitenta e o que mais vier...Sola Deo Gloria !!!! 

domingo, 27 de abril de 2014

Para que outros vivam


Não sou muito de indicar filmes/cd´s/dvd´s (a não ser no whatsapp...) para outras pessoas. Quem me conhece sabe que sou mais de indicar livros (livros à mão cheia e manda o povo pensar...). No ínicio deste 2014 participei do Treinamento para Líderes de Jovens e Adolescente da MPC do Brasil, em Belo Horizonte - MG. Lá tive contato com o filme ANJOS DA VIDA, MAIS BRAVOS QUE O MAR (The Guardian, EUA, 2006). Ao assisti-lo fui tomado por algo muito forte e totalmente fora de série . A mensagem da película é muito real. A coisa mais impactante que o filme transmite é resumida pela frase so others may live (para que outros possam viver).

Essa mensagem é totalmente fora do eixo do presente estado de coisas. Parafraseando nosso ex presidente Luís Inácio Lula da Silva, creio que nunca antes vivenciamos uma crise de valores como nos dias que correm debaixo do sol e se escondem por trás da lua...Mas um valor persiste: livrar a própria pele. Levar vantagem em cima dos outros e por ai vai.

A idéia de se dá em favor de outros é totalmente descabida frente aos interesses hoje vigorantes. Depois de assistir as interpretações de Kevin Costner e Ashton Kutcher (personagens principais da trama) fiz uma  uma relação da mensagem com o nome de uma turma de formandos de Filosofia da Gloriosa UFPI de 2004: “o outro é um eu diferente”.

Não sei se é correto, mas a minha junção das duas mensagens se coadunam no momento em que entendemos que nossa vida deve ser uma vida de serviço. O que está totalmente de acordo com o mandamento bíblico: amar ao próximo com a si mesmo.

Sola Deo Gloria.