terça-feira, 6 de outubro de 2015

Mensagem de um ex aluno...



Foi apenas uma mensagem de texto no WhatsApp. Quase que apenas demonstrando o uso da função fática da linguagem. Apenas seis palavras com uma mensagem simples e direta: “Ei Raimundo. Passei na oab. Jorge#”.

Confesso que de imediato não reconheci a foto do emissor da mensagem. Não tinha aquele número “salvo” em meus contatos. O código do telefone dele não era o mesmo da minha região. Mas algo chamou minha atenção: o nome Jorge. Conheço poucos Jorges. Tenho um primo, alguns colegas e apenas um contato no celular com esse nome que remete ao santo natural da Capadócia (atual Turquia) e padroeiro de Portugal e Inglaterra.

Mas voltemos ao conteúdo da mensagem: “passei na oab” (na data de hoje, 06/10/15, a FGV divulgou o resultado da segunda fase do exame da OAB). Apesar de ser docente, não ministro aulas preparatórias ao exame da Ordem dos Advogados (pelos menos, até hoje...). E, o que isso tem a ver comigo? Olhando a foto do perfil do Jorge, na foto de perfil estava acompanhado de uma bela moça... eureca!!!!! O Jorge da mensagem é um ex aluno...

Isso muda tudo. Recordo que ele foi meu aluno de Língua Portuguesa do oitavo ano à segunda série do ensino médio, no agora longínquo 2006, quando iniciei minha jornada docente na Unidade Escolar “Cipriano Vieira de Sá”, em Pajeú do Piauí (a 410km ao sul de Teresina-PI).  

A mensagem traz em seu bojo duas verdades. Ainda existem alunos (poucos, é verdade) que recordo dos professores (e vão a procura de seu contato), mesmo dos menores, que é o meu caso. Esta é a primeira verdade. A segunda assertiva verdadeira diz respeito ao tempo... estou mais velho hoje que naqueles dias passados.... Aquele garoto já passou pelos umbrais da faculdade de ciências jurídicas e agora vai ter sua própria banca ou tentar a vida em algum cargo público...


Alunos/alunas e professoras/professores têm relações bem interessantes... mas isso será pauta de outra postagem. Quero aqui registrar minha alegria pelo feito do Jorge Henrique de Sousa Cabedo (esse é o nome completo dele) e deseja-lhe realizações mil em sua nova caminhada. Sou forçado a confessar que esta vitória do Jorge deixou meu dia mais feliz...

domingo, 13 de setembro de 2015

Refugiados


O salmista foi feliz e bem preciso: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se projetem para o meio dos mares...” Salmo 46, versus 1 e 2. (Bíblia na versão Revista e Atualizada de João Ferreira de Almeida, Sociedade Bíblica do Brasil).

Nas últimas semanas o “êxodo” de sírios pelas terras europeias tem tomada grande destaque na imprensa internacional. Segundo a Agência da ONU para refugiados (UNHCR ACNUR), mais de três milhões de sírios estão refugiados, e enfrentando um inverno rigoroso.

Deixaram trás de si: casa, emprego, amigos, cultura, costumes, enfim, uma vida normal para tentar salvar suas vidas. Em seu caminho pelos países em que passam, têm sido objetos dos mais variados sentimentos e emoções... da xenofobia à solidariedade, do medo ao amparo...A maiores levas foram buscar refúgio na Alemanha. Nosso governo federal também ofereceu abrigo.

Só uma pergunta: seria a Alemanha ou qualquer país do globo um lugar onde os sírios teriam o que é descrito no salmo acima citado? Creio que não. O salmo continua: “...Nações se agitam, reinos de abalam. Ele ergue a voz. O Senhor dos Exércitos está conosco; O Deus de Jacó é a nossa torre segura…” versus 6 e 7.

Essa é a nossa para a indagação feita.

domingo, 5 de julho de 2015

Almoço de domingo

Desde a última publicação muita coisa aconteceu em nossa terra brasilis aconteceu e chamou minha atenção. Quase cheguei a traçar umas poucas linhas sobre casamento gay, redução da maioridade penal, a falta de “retornos” na avenida dom Severino (uma grande artéria em Teresina), operação lava jato, crise financeira, corrupção(?), o sistema de cotas no judiciário, copa américa, ministro joaquim levy, estado islâmico... muita que poderia render muitos acessos ao blog e talvez, até mesmo, suscitar comentários... muitos comentários...

Mas nada disso rendeu uma linha sequer. Hoje, depois que almocei sozinho e a 410km ao sul de minha casa, lá por volta das duas da tarde escuto a discussão de uma mãe com o filho sobre o atraso deste para o almoço dominical... o mancebo argumentava que, ipsis in verbis: “... aos domingos a senhora sabe que eu não tenho hora pra almoçar... estava na piscina com meus amigos...” A mãe por sua vez dizia que aquilo não se fazia, ele fazer ela ficar esperando e ele nada de aparecer...

No último dia das mães minha namorada (é isso mesmo que você leu. Esse morfema agora faz parte de minha “gramática sentimental”...), sabedora que essa data produz estragos em minha memória afetiva, sugeriu que eu saísse de casa, fosse passear e não ficasse “enfurnado” curtindo a minha orfandade materna... Não adiantou... passei o dia “enfurnado”. Presenciar a discussão familiar, encheu-me de inveja daquele filho que tem uma mãe que briga com ele pelo cumprimento do horário das refeições. Como seria se eu ainda ouvisse minha mãe a chamar para dormir, levantar, estudar... enfim, fazer qualquer coisa que ela quisesse... A função das mães em nossas vidas é essa mesma: manter-nos dentro de padrões socialmente aceitos.


Queria aqui escrever muitas outras coisas sobre as mães... mas creio que a emoção já está tomando conta das palavras, então, uma última: filhos, obedeçam vossas mães... um dia, creio que o pior deles, elas (por certo, contra a vontade) nos deixarão.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Apologia da Fé


Vivemos dias tão maus / Onde o engano e a vaidade reinam / Teu povo se perturba com esses valores / Livra-nos de negarmos nossa fé / Livra o teu povo de cair”

Esta letra do Expresso Luz está mais atual do que nunca. Os dias que “correm embaixo do Sol” trazem no seu bojo a matéria de que é feito o homem natural. Os caminhos que se mostram para se fugir da presente realidade nada mostram de animador. Fica a indagação: para onde iremos?


Pior do que o quadro real de nossa sociedade é a agregação de valor que se dá ao presente estado de coisas por aqueles que professam a fé cristã. Tudo o que se vê ao redor é real... mas não é perene. O que afeta o ânimo não tem poder de aprisionar a alma. A oração tem de ser apologética: Livra-nos de negarmos nossa fé, livra o teu povo de cair.

quinta-feira, 12 de março de 2015

O que é Bolivariano?


Não tenho a menor pretensão de ser analista político. Também não quero (re)inventar a roda. Minha única vontade com estas poucas palavras é (tentar) lançar um pouco de luz sobre o que está acontecendo neste dias que correm embaixo do sol na terra Vera Cruz, hoje Brasil.

Corre a todo vapor na redes sociais o convide para uma manifestação contra o atual estado de coisas: querem do Impeachment da atual Presidente à revelação do episódio final da Caverna do Dragão... tem-se de tudo.

A nossa Constituição assegura o direito da livre manifestação do pensamento. Ficar inconformado com as injustiças é um direito e dever profético de todo cristão/judeu/macumbeiro/hindu/espírita/muçulmano/hare krishna. O que causa espanto (pelo menos, para minha pessoa) é o ódio que é disseminado contra a pessoa da Dilma Vana Rousseff e ao PT, como se a defenestração da Presidente e o ostracismo do PT resolvessem todos os problemas deste lado da galáxia.

O movimento brasil livre, o grupo revoltados on line e a trupe do vem pra rua estão capitaneando a organização da manifestação do próximo domingo (15/03/15) com um só objetivo, segundo seus líderes: passar o Brasil a limpo...Será que esse pessoal sabe em quem votou pra Câmara e Senado na última eleição? Ou teriam eles votado em branco ou anulado seu sufrágio? Perguntas que com certeza não terão respostas...

É imperioso informar que vivemos num Estado Democrático de Direto. Manifestações são um direito garantido no art.5 de nossa Carta Magna, mas o poder, que emana do povo, é exercido através de representantes eleitos ou diretamente, nos termos estabelecidos na Constituição (parágrafo único do art. 1°).
Pra encerrar: queremos políticos que não sejam corruptos, nem corruptores. Mas quem nunca furou uma fila de banco/escola/ supermercado/hospital? Pra ficar apenas nos mais simples. O ditado é verdade: cada povo tem os governantes que merece...


E a nossa pergunta: você sabe o que é bolivariano? 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Ladrões de sonhos

Apareceu no Portal G1 hoje:
“No último domingo,dia 18/01, o grupo radical Boko Haram atacou o vilarejo de Mabass, divisa de Camarões com a Nigéria. Na ação foram sequestradas 80 pessoas, sendo 50 crianças com idades entre 10 e 15 anos de idade. O governo camaronês, através de seu porta-voz, confirmou os ataques, os sequestros e ainda informou que pelo menos 3 pessoas foram mortas pelos terroristas. Com este ataque nos Camarões e os ataques neste final de semana no Níger, alguns países africanos se reuniram em Niamey, capital do Níger, para discutir estratégias contra os terroristas. Os ministros da defesa dos países Benin, Camarões, Guiné Equatorial, Níger, Nigéria e Chade se encontraram com representantes da Alemanha, Canadá, China, Espanha, Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia para tentar encontrar soluções para este problema. Desde 2009 o Boko Haram tem tentado implantar a sharia na Nigéria, atacando vilarejos, matando cristãos, destruindo igrejas, incendiando vilas e deixando um rastro de destruição.”

Essa notícia traz à memória um episódio do Sítio do Pica-Pau Amarelo (aos mais novos e menos avisados, explico: era um programa exibido na rede globo nos anos 80, adaptação da obra do meu amigo Monteiro Lobato) em que um homem andava pelo mundo roubando calendários para quê ninguém lembrasse que aquele ano iria acabar e assim o ano novo nunca começaria. Esse loucos do Boko Haram fazem a mesma coisa: roubam o futuro.


Em tempo: para quem não sabe, Sharia é é um termo árabe  que significa "caminho", mas, que historicamente, dentro da religião islâmica, tem sido continuamente empregado para se referir ao conjunto de leis da fé, compreendida pelo Alcorão, a Suna  (obra que narra a vida do profeta Maomé), além de sistemas de direito árabe mais antigos, tradições paralelas, e trabalho de estudiosos muçulmanos ao longo dos primeiros séculos do Islã. Em outras palavras, a Sharia é um sistema detalhado de leis religiosas desenvolvido por estudiosos muçulmanos e ainda em vigor entre os fundamentalistas hoje.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Os iluminados

Sábado de manhã. A área de autoatendimento do banco estava lotada, afinal era o último dia de atendimento bancário do ano. Dos seis caixa eletrônicas à disposição dos clientes apenas a metade funcionava. A fila já fazia curvas... Uma senhora "apanhava" da máquina, outro cliente fazia uma operação sendo orientado por outro via celular, outro insistia em colocar uma senha não aceita pela máquina. Reclamações corriam soltas. Os caixas só dispunham de notas de dez reais, mais reclamação...

Na fila, entre os "fileiros" e "fileiras", as conversas eram as mais diversas: calor, futebol , a robaleira dos políticos, as esperanças para o novo ano que dali a pouco seria iniciado, a falta de segurança reinante na cidade, o perigo das estradas, enfim, falas pra se encher o tempo que se passa parado/parada numa fila de banco...

Em meio a tudo isso um iluminado adentra a agência e se dirige a um dos caixas que não está funcionando (pelo menos para nós, reles mortais). Chega em frente à máquina, não considera a mensagem do visor: FORA DO AR. Pacientemente retira seu cartão da carteira e o coloca na máquina... e espera (é imperioso registrar que vários/várias reles mortais não iluminados, com a melhor das intenções, avisaram que aquele caixa-rápido não estava funcionando, como é típico dos iluminados/iluminadas, as advertências foram desconsideradas...)... depois de esperar um considerado tempo, o iluminado desiste e vai para o final da fila... mais um para a vala comum dos reles mortal.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Intolerância

Nessa semana passada relembrei das minhas aulas de Francês na Gloriosa (UFPI). As tevês estampavam a todo instante a frase: je suis Charlie (eu sou Charlie). De início, achei muito estrando pessoas do mundo inteiro fazendo selfies  segurando cartazes com esse dizer gaulês. Quem é Charlie no “jogo do bicho”?
Mais estranho foi quando descobri a razão de tanta fracofilia (qualidade de quem é amigo da França, e, por extensão do idioma francês) neste nosso mundo infestado de seguidores da língua de Shakespeare: terrorista, ditos do Estado Islâmico invadiram e mataram jornalistas do jornal satírico Charlie Hebdo. Motivo: intolerância religiosa.
Confesso que fiquei sem saber o que dizer (mesmo que em francês...). O dito jornal usava e abusava de matérias ridicularizando o islamismo, cristianismo e outras religiões. Mas eles tinham preferência pelos seguidores de Maomé.
Como que num efeito em cadeia, multidões de franceses saíram às ruas da capital luz (Paris) em protesto contra os atentados. Palavras de ordens são ecoadaas mundo afora (principalmente nas redes sociais...): pela liberdade de expressão, contra o terrorismo e coisas afins.
Não vou adentrar na ação que se deu na França. Quero aqui apenas compartilhar o que penso sobre a intolerância religiosa. Primeiro é salutar e imperioso afirmar que os ataques ali ocorridos são frutos de extremistas ultrarradicais (se isso num é um pleonasmo...). Extremista ou fundamentalistas existem em todo lugar e pensamento.
Também sou religioso: Sou cristão, de tradição protestante e prática evangélica. Penso ser certa a minha escolha e escola religiosa. Isso todavia não chancela nenhuma conduta que venha desmerecer a fé alheia. Os estandartes de minha fé devem ser levantados dentro de uma vivência cotidiana que cause “estranhamento” (utilizando um termo da Literatura) social em minha comunidade. Ou seja: minhas ações devem ser o parâmetro onde é medida minha fé ( e porque deve ser seguida). Palavras vazias ou atos violentos nada valem ou acrescentam.
Religião é religar. É o caminho de volta para o criador.
“...Religião, e a verdadeira religião, existe porque o vazio do homem tem a forma de Deus (Blaise Paschoal).




quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Um mea culpa

Se é tradição, não sei. O que vejo são as pessoas prometendo "mundos e fundos" diante de cada começo de ano... em geral, sem nenhum medo de errar, essas promessas não duram até a chegado do reinado de momo...

Quero atentar para uma coisa:  o fato dos anos começarem e terminarem sempre...A idéia de dividir o tempo em fátias é fabulosa. Organiza atos e ações dentro de espaços, temporais...

Mas o que acontece mesmo de fato e não muda é o que está relatado no texto sagrado, ei-lo:

"...quero lembrar do que pode me dar esperança: A bondade do SENHOR é a razão de não sermos consumidos, porque  as suas misericórdias não têm fim; renovam-se plenamente a cada manhã! Grande é a tua fidelidade!" livro das Lamentações de Jeremias, capítulo 3, versículos 21 a 23.

Não importa se estamos em 1917 ou em 2015. O que vale realmente para nossas vidas é a certeza que nosso Deus está ao nosso lado...

Outra coisa digna de nota é o fazer promessas para si mesmo: perder peso, trocar de emprego, casar, ter filhos e torcer prum time que preste.... a lista é quase infinita. Observo que quase ninguém fala em mudanças morais, tomada de atitudes éticas e coisas afins...

Remexendo meus papéis velhos e avulsos (e não são poucos...) encontrei uma lista de defeitos que, segundo uma grande ex namorada, eu teria e precisaria mudar antes do ano novo começar...

Ela listou cinco critérios (feitos e mensurado na "cabecinha" dela) onde eu havia sido "reprovado", vamos a eles:

Ausência familiar (segundo ela, eu pouco dava atenção aos familiares dela...), segurança e objetivos (na visão dela, eu não conseguia transmitir isso a ela...), carinho e atenção (na opinião de minha ex, eu não era nem um pouco...), respeito (ela entendia que eu dava mais valor aos amigos que a ela...) e mentiras (nas palavras dela: ... relacionamentos com mentiras não dar certo).

Bem... nosso relacionamento não perdurou, hoje seguimos caminhos diferentes... Confesso que ela tinha razão em alguns pontos, nos outros, pura invenção feminina...

Vou trabalhar para que os dias que amanhecerem e anoitecerem, agora em 2015 ou na copa de 2030, me encontrem uma pessoa melhor de conviver em sociedade...

Soli Deo Gloria