sábado, 30 de julho de 2011



Pajeú do Piauí é a minha casa fora de casa. Aprendi a amar esta cidade deste o dia 02 de junho de 2006 (data em que comecei minhas atividades docentes na unidade escolar Cipriano Vieira..). Desde àquela sexta-feira minha vida nunca mais foi a mesma. Conheci pessoas fabulosas, vivenciei momentos indescritíveis à língua portuguesa, aprendi que a felicidade verdadeira é feita de pequenas coisas que jamais serão esquecidas pela mente humana.

Hoje, quando sou indagado da minha origem, sem medo, respondo: nasci em Altos, passei uns dias em Teresina, mas aprendi a ser gente em Pajeú do Piauí.



Flores do Piauí...


Flores do Piauí tem como umas de suas características principais ofertar competentíssimos filhos à sociedade piauiense. Conheci esta linda cidade e sua fantástica lagoa no ano de 2006. Lá fui levado pela incomparável professora Laiane Almeida. Foi amor à primeira vista.

Os florenses do Piauí cativam ao primeiro contato. Pessoas que vivem para ser felizes...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Pesar...


John Stott, um dos mais influentes líderes cristãos do século passado, morreu dia 27/08, aos 90 anos. O Presidente da John Stott Ministries, BenjaminHoman, disse que a morte Stott veio após complicações relacionadas à idade avançada. Tributos já estão vindo de todo o mundo". Dr. Geoff Tunnicliffe, secretário-geral da Aliança Evangélica Mundial (WEA), disse que foi pessoalmente impactado pelos ensinamentos de John Stott, escreve: "Uncle John, foi uma grande influência em meu próprio desenvolvimento teológico. Seu compromisso com a ortodoxia bíblica, a missão global e unidade do corpo de Cristo foram fundamentais na minha jornada espiritual". Bill Taylor da Missão WEA Comissão disse:" Eu não sei quem mais influenciou minha vida como estudante de graduação através do presente (especialmente Pacto de Lausanne e 1974) mais do que John Stott. "Em 2005 a revista Time nomeou-o ao lado de Nelson Mandela e Bill Gates, em sua lista de "pessoas mais influentes" do mundo. Ação de graças e memorial serviços estão sendo planejados em todo o mundo. Para detalhes vejawww.johnstottmemorial.org

domingo, 24 de julho de 2011

da AICEB ...


julho é o mês da AICEB. Dia 17 é o dia aicebiano por excelência... Depois vêm os conclaves dos jovens, das senhoras, dos cadetes e por ai vai. Então vem a Convenção Geral. Este ano o conclave maior vai ter lugar no Seminário Cristão Evangélico do Norte (SCEN), em São Luís do Maranhão.




quinta-feira, 21 de julho de 2011

A Graça não é de graça...

A graça não é de graça

A graça é tudo. Só não é de graça. Os teólogos dizem que ela é “preveniente” (antecede a decisão e o esforço humanos), “eficaz” (o que Deus propõe e cumpre não falha), “irresistível” (o chamado é tal que o favorecido não consegue fazer-se de surdo) e “suficiente” (ela pode salvar perfeitamente os que se aproximam de Deus por meio de Cristo). Porém todos são obrigados a acreditar e a proclamar que a graça não é de graça.

A remoção do pecado e da culpa não é feita de qualquer modo. A tese multissecular é que “não havendo derramamento de sangue não há perdão de pecados” (Hb 9.22, NTLH). Nem na antiga aliança nem na nova. A graça, definida pelo teólogo Gerson Luís Linden como o “favor imerecido de Deus manifestado àqueles que mereciam apenas condenação”, custa um preço muito alto, como salienta o apóstolo Pedro:

“Vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos de sua maneira vazia de viver, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e defeito” (1Pe 1.19).

A partir da leitura de Levítico, o terceiro livro da Bíblia, onde “os conceitos de pecado, sacrifício e expiação são usados no Novo Testamento para interpretar a morte de Cristo” (Bíblia de Estudos Genebra, p. 129), é fácil -- e até emocionante -- descobrir que a graça não é de graça.

De acordo com as cerimônias e os rituais estabelecidos por Deus e entregues ao povo de Israel, todos que quebrassem, propositalmente ou não, uma das leis do Senhor e fizessem o que é proibido teriam de oferecer um sacrifício pelo pecado. Não importava se o transgressor fosse um cidadão comum, alguém revestido de autoridade ou o próprio sumo sacerdote; não importava se fosse um indivíduo ou o povo todo (Lv 4.1-35) -- ninguém seria dispensado do sacrifício. Os ricos teriam de oferecer um bovino de grande porte; os de classe média, um caprino de pequeno porte; os pobres, duas aves: rolas ou pombos; e os que estivessem abaixo da linha de pobreza, apenas um quilo da melhor farinha (Lv 5.7-13).

Os sacrifícios servem para tirar o pecado e a culpa por ele deixada. As expressões “tirar pecados” e “tirar a culpa do pecado cometido” aparecem dezenas de vezes em Levítico e em Números. Esta última tem alguns sinônimos significativos: “Conseguir o perdão”, “ficar livre da culpa” ou “pagar a dívida” (Lv 4–6).

Se quebrar uma das leis do Senhor, a pessoa “ficará impura e também culpada” e “merecerá castigo” (5.1-2). Porém, se essa mesma pessoa confessar seu pecado e oferecer ao Senhor um animal “como sacrifício para tirar a culpa do pecado que cometeu”, ela “será perdoada” (4.31, 35; 5.10). As duas possibilidades são opostas entre si: em uma situação a pessoa fica impura e culpada; na outra, purificada e desculpada.

O processo do perdão começa com a consciência do pecado: “Se uma pessoa do povo, sem querer, quebrar uma das leis de Deus e for culpada de fazer aquilo que o Senhor proibiu, “logo que for avisada de que cometeu o pecado”, trará como sua oferta a Deus uma cabra sem defeito, para tirar o pecado que cometeu” (Lv 4.27-28, NTLH). Esse aviso de cometimento de pecado pode vir por meio da reação da consciência não cauterizada, de uma estranha tristeza interior, de alguma dor ou sofrimento, de orações não respondidas, da leitura ou exposição das Escrituras, da indicação de algum servo de Deus, da palavra acusatória do Espírito Santo ou por meio de alguma providência da misericórdia divina. J. I. Packer, no devocionário “O Conhecimento de Deus ao Longo do Ano” (Editora Ultimato), diz que Deus “continua odiando os pecados de seu povo e usa todo tipo de dor e aflição, interiores e exteriores, para desarraigar seus corações da transigência e da desobediência” (p. 81).

Moisés deixa claro que as tais “leis de Deus” exigem mais do que se supõe. A pessoa pode pecar e ofender a Deus “nos seguintes casos: se ficar com aquilo que alguém lhe entregou para guardar; se não devolver o que alguém deixou como garantia de pagamento de alguma dívida; se roubar alguma coisa de alguém; se usar de violência contra qualquer pessoa; se jurar que não achou um objeto perdido quando, de fato achou; ou se fizer contra alguém qualquer outra coisa parecida com estas” (Lv 6.2-3, NTLH). Para ficar livre da culpa de uma ou de todas essas faltas, o pecador, além de confessar e oferecer sacrifícios, deverá fazer os reparos necessários. No caso de alguma apropriação indébita, o culpado entregará à vítima “o valor total do que roubou, mais um quinto” (Lv 6.4-7).

Se todo o cerimonial for feito de acordo com as instruções, a oferta queimada produzirá “um cheiro agradável a Deus” (Lv 1.9, NTLH). Essa expressão aparece cerca de quinze vezes em Levítico e assinala o bom resultado do sacrifício e a desejada justificação do pecador.

Outra orientação significativa é dada por Moisés a Arão e seus descendentes: “O fogo do altar nunca se apagará; deverá ficar sempre aceso. Todas as manhãs, o sacerdote porá lenha no fogo, arrumará por cima a oferta que vai ser completamente queimada e queimará a gordura das ofertas de paz” (Lv 6.12, NTLH). A justiça de Deus precisa ser aplacada continuamente com o cheiro da oferta queimada e o pecador precisa estar continuamente seguro da sua justificação. A expiação é uma graça continuada.

O ser humano, em qualquer época, cultura ou lugar, está preso entre sua pecaminosidade e a santidade de Deus. Ele é absolutamente pecador e Deus é absolutamente santo. Por essa razão, ele depende exclusivamente da graça de Deus para ter comunhão com ele, se livrar do pecado, conseguir perdão, ter suas dívidas pagas, para não arder no Geena, onde o fogo também não se apaga (Mc 9.13-44). Essa graça existe, mas não é de graça. Ela custou a vida, não de um cordeiro qualquer, mas do Cordeiro de Deus, que “tira o pecado do mundo” (Jo 1.29)!

FONTE: www.ultimato.com.br

O crescimento das Assembléias de Deus no Brasil


“As Assembleias de Deus crescem por causa da importância dada à pessoa e à obra do Espírito Santo”. Seus membros levam a sério o revestimento com o poder sobrenatural do Espírito para testemunhar e realizar o trabalho do Senhor, como Jesus mesmo ordenou (Lc 24.49; At 1.4-5). “O Espírito Santo é a razão do avanço da igreja”, lembrou José Wellington Bezerra da Costa, na abertura da Convenção Geral de janeiro de 2003, no Estádio Rei Pelé, em Maceió, AL. Porém, pode acontecer, às vezes, de os assembleianos se lembrarem mais do batismo do que da plenitude do Espírito, mais do poder do que do fruto do Espírito.

“As Assembleias de Deus crescem por causa do seu ardor evangelístico”. A evangelização faz parte da cultura assembleiana. Na Convenção Geral de 1981, realizada no Estádio Felippe Drummond (conhecido como “Mineirinho”), em Belo Horizonte, MG, o missionário Bernhard Johnson declarou que as maiores necessidades das Assembleias de Deus no Brasil são “preservar a agressividade evangelística que as tem caracterizado e preservar a doutrina”. O mesmo disse Alcebíades Pereira Vasconcelos, de Manaus, AM: “Mais do que nunca, a Assembleia de Deus precisa arrepender-se e, ajoelhada, confessar a Deus o seu pecado de omissão evangelística”. Na mesma oportunidade, o missionário John Peter Kolenda lembrou que o alvo de qualquer despertamento religioso é a evangelização e aproveitou para dar uma alfinetada: “Quando estamos preocupados com a evangelização, não se oferecem tantas oportunidades para a contenda”.

“As Assembleias de Deus crescem por causa da oração”. Para ganhar 50 milhões de almas para Cristo, preparar 100 mil novos obreiros e estabelecer 50 mil novas igrejas na chamada “década da colheita”, foi necessário “levantar um exército de 3 milhões de intercessores”, conforme foi dito na Convenção de 1990. A prática da oração é outro ponto forte entre os assembleianos. Em 1943, houve um forte apelo para as igrejas começarem a orar todos os dias, pela manhã, das 4 às 5 horas e das 5 às 6 horas, em favor de um avivamento no país. Nesse mesmo ano lançou-se o Círculo de Oração, uma reunião de oração semanal que começava de manhã e durava até às 16 horas. Depois de algumas décadas, o Círculo de Oração passou a ser uma atividade mais desenvolvida pelas mulheres, em um dia útil da semana, à tarde.

“As Assembleias de Deus crescem porque começaram com missionários pobres (imigrantes suecos nos Estados Unidos) e se infiltraram nas camadas mais desfavorecidas do país”. Seus obreiros sabem falar a linguagem dos pobres e oferecem não só salvação para a alma, mas também esperança de cura para o corpo. Chamam a atenção para o sobrenatural (o fenômeno de línguas estranhas, a expulsão de demônios, o dom de profecia e os possíveis milagres de cura). As classes sociais que eles atingem têm menos resistência ao evangelho, menos satisfações a dar, menos distrações para tomar o tempo da religião. Além de tudo, elas acreditam fervorosamente na existência de Deus e enxergam com mais facilidade suas próprias carências pessoais e familiares, sociais e afetivas. Pelo menos era assim até pouco tempo. O país deve às Assembleias de Deus e a várias outras igrejas evangélicas a diminuição do analfabetismo e a recuperação de marginais.

FONTE: www.ultimato.com.br

A onda que vem...


Vive-se sob o impacto da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em legalizar as uniões homoeróticas. Uma Assembleia Constituinte soberana, tanto na intenção como na redação, restringiu esse instituto a um homem e uma mulher. Igualmente o Código Civil. A decisão do STF contrariou a intenção e o texto do legislador. A função legisferante é competência do Legislativo, mas as Medidas Provisórias (MP), os decretos e as portarias deslocam essa função para o Executivo, fragilizando a democracia. Vem crescendo essa indesejável função legisferante também por parte do Poder Judiciário, nas “interpretações” de evidente viés ideológico. Uma corte de militantes é outro risco para a democracia e para a segurança jurídica dos cidadãos. Outras “interpretações” não tardarão, impondo uma camisa de força sobre a liberdade do Legislativo quanto a essa matéria, como a PLC 122 -- um atentado à liberdade de expressão e à liberdade religiosa. Ela foi aprovada na Câmara dos Deputados, ausentes todos os deputados evangélicos, e nenhum advogado representando qualquer organização protestante se fez ouvir no STF. Os escombros do Muro de Berlim caíram sobre as ideologias contemporâneas e o vazio foi preenchido pela chatice do “politicamente correto” (puritanismo de esquerda), pela defesa do multiculturalismo contra valores universais, pela cultura da morte, pelo relativismo pós-moderno e pela a agenda GLSTB, enquanto prospera o hedonismo consumista egoísta e alienante. Afirmei: “Pobre geração, que a única utopia que lhe restou foi a defesa da sodomia!”. A articulação internacional dos homossexuais e das elites secularistas foi a mais conhecida pela humanidade, com uma plataforma: descriminalização, retirada do rol das enfermidades (decisão política e não científica), legalização, paralisação dos oponentes sob a pecha de “homofobia” e, por fim, criminalização dos “homofóbicos”. Afirma-se o caráter natural, inevitável e irreversível dessa “orientação” (predestinação erótica). Igrejas demoraram a perceber a nova “revolução cultural”, e com um déficit de estudo sobre a sexualidade, se sentem ameaçadas e acuadas ou, pelo liberalismo teológico, legitimam o homossexualismo para a ordenação dos seus ministros e a bênção de uniões. O que se iniciou na Europa e na América do Norte chegou ao Brasil, como sempre: “As aves que aqui gorjeiam, gorjeiam como lá”. Em 1998 votei, com a maioria (mais de 80%) dos bispos anglicanos de todo o mundo, na Conferência de Lambeth, a Resolução 1.10, afirmando a sexualidade como um dom de Deus, a ser exercitada no matrimônio heterossexual monogâmico vitalício, reconhecendo vocações especiais para o celibato e a existência de pessoas com tendências homoeróticas, a serem acolhidas e escutadas pastoralmente, sob o princípio de ser a sua prática contrária ao ensino das Sagradas Escrituras. Os Cânones da Diocese do Recife acolheram esses princípios; a crise do anglicanismo é, em muito, decorrente da rebelião da minoria contra essa resolução. Em carta-aberta ao Senado, defendi a dignidade de toda pessoa humana, os direitos civis de todos os cidadãos, a liberdade de expressão, a liberdade religiosa e a posição contrária à criação de um ente familiar homoerótico e à criminalização dos heterossexuais que não aceitam a normalidade do homossexualismo (heterofobia). Tenho afirmado que todo discurso científico é uma descrição da natureza caída (depravação total), que a inclinação/tentação homoerótica é uma das manifestações da queda, uma enfermidade espiritual, um desvio de conduta, um pecado, como tantos outros, que demanda, igualmente, arrependimento e novidade de vida. O sangue de Cristo lava todos os pecados, e o poder do Espírito Santo, pela igreja como comunidade terapêutica, ou pelos instrumentos científicos disponíveis, pode fazer nova todas as coisas, transformando-as à imagem do caráter de Jesus. Fui tachado de “retrógrado” e “homofóbico”. Seria discriminatório com os homossexuais se os tratasse de forma diferente dos demais pecadores. Não querem ser considerados pecadores, celebrando o “orgulho” da sua condição em “paradas” financiadas com o dinheiro do contribuinte, qualquer que seja o partido nas diversas esferas do poder estatal. Além do ensino e da pastoral interna, temos um mandato cultural, a necessidade de evangelizar a cultura, o dever de expor e propor os direitos e os deveres naturais, os valores do reino e a busca do bem-comum na esfera pública, o exercício do profetismo, a pecaminosidade universal e a possibilidade universal de perdão, reconciliação, conversão e santificação. Devemos pregar nos templos e nos espaços públicos (os “areópagos”) o que as Escrituras ensinam, e o consenso dos fiéis o entendeu por 2 mil anos. Não podemos aceitar o veto do espírito do século, ou revisar conceitos (não preconceitos), “humanizar Deus” buscando respeitabilidade, ou abandonar os ex-homossexuais. As “pororocas” da história passam. A Igreja permanece. O “evangélico” protestantismo, já não é tão amplamente “evangélico” assim. Além do fundamentalismo, o liberalismo é um desafio concreto.

• Dom Robinson Cavalcanti é bispo anglicano da Diocese do Recife e autor de, entre outros,Cristianismo e Política -- teoria bíblica e prática histórica, A Igreja, o País e o Mundo -- desafios a uma fé engajada e “Anglicanismo -- identidade, relevância, desafios”.
www.dar.org.br

FONTE: www.ultimato.com.br

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Um pouco de política...

Prefeito de Curimatá volta ao cargo após 6 meses afastado

Justiça havia considerado ilegal o aumento do prazo para prefeito, que estava preso em Pernambuco, tomar posse.

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A 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Piauí decidiu pelo retorno ao cargo o prefeito eleito em Curimatá (775 km de Teresina), José Arlindo da Silva, que estava afastado por não haver cumprido o prazo legal para tomar posse da prefeitura. A decisão foi por unanimidade. O julgamento foi realizado na manhã desta quarta-feira (20).


José Arlindo, conhecido como "Zezinho da Cincal", foi eleito em 2008, mas não esteve presente na cerimônia de posse porque estava preso acusado de participar de uma quadrilha de roubo de carga. Ele havia sido detido pela CICO (Comissão Investigadora do Crime Organizado) no Piauí e levado para Pernambuco.

Por conta disso, a Câmara dos Vereadores de Curimatá estendeu o prazo para a posse em até 90 dias. José Arlindo conseguiu uma liminar, foi solto e assumiu a prefeitura. Entretanto, uma decisão judicial havia considerado o aumento do prazo ilegal e o afastou do cargo. José Arlindo estava fora da prefeitura desde agosto de 2010.

A decisão de hoje, cujo relator foi o desembargador José Francisco Paes Landim Filho, refere-se ao recurso de apelação do mandato de segurança, impetrado pelo advogado do prefeito, Francisco Nunes Brito Filho. Segundo o advogado, os desembargadores julgaram que a Câmara de Curimatá tinha autoridade para conceder o prazo de 90 dias para a posse, tornando a decisão legal.

Apesar do julgamento, o retorno de José Arlindo ao cargo de prefeito somente será possível após a publicação do acordão.

Jordana Cury (Especial para o Cidadeverde.com)
redacao@cidadeverde.com

Fonte: Portal CidadeVerde.com

Essa é da Ultimato...

Ateucracia e heterofobia

Robinson Cavalcanti

A humanidade conviveu e tem convivido com regimes não-democráticos: monarquias absolutas, teocracias, ditaduras, aristocracias, oligarquias, que privilegiam famílias, etnias, religiões, partidos ou classes. Com a substituição do poder personalizado pelo poder institucionalizado, surgiram os Estados Nacionais, as constituições e a democracia, como “o povo politicamente organizado”. Na maioria das vezes, o formalismo democrático e a liturgia das eleições apenas legitimam grupos, que controlam os aparelhos do Estado. Ao povo cabe apenas escolher periodicamente, entre os escolhidos, os seus senhores. Presencia-se no Ocidente, sob a fachada da democracia, uma nova autocracia: a dos ateus e agnósticos e materialistas secularistas -- netos do Iluminismo -- contra a maioria religiosa dos cidadãos. Essa ideologia aparece mais nítida com o término da Guerra Fria, e pretende confundir Estado laico com Estado secularista. Por Estado laico se entende aquele legalmente separado das igrejas, sem religião oficial, com a igualdade perante a lei, que se constitui um avanço para a civilização, e que foi uma das bandeiras do protestantismo histórico no Brasil. O Estado secularista expressa uma ideologia militante de rejeição da religião, de sua negação como fato social, cultural e histórico, ou a considerando intrinsecamente negativa. No passado, tivemos a influência da filosofia positivista que, com sua “lei dos três estados”, advogava a marcha inexorável da história de uma etapa religiosa inferior para uma etapa superior, pretensamente científica ou positiva. Essa filosofia marcou grande parte das ideologias contemporâneas, inclusive o marxismo, cujos regimes, oficialmente ateus, procuravam “colaborar” com esse processo histórico perseguindo implacavelmente a religião e tornando compulsório o ensino do ateísmo. O que essa elite iluminada tem dificuldade de aceitar é o fato de que, no século 21, a religião em vez de diminuir está aumentando, no que Giles Kepel denomina “a revanche de Deus”, e que dá o título do novo “best-seller” de John Micklethwait e Adrian Wooldridge, “Deus Está de Volta”. Há todo um malabarismo intelectual para “explicar” essa anomalia, e, por outro lado, se procura promover um combate sistemático para contê-la. O antirreligiosismo teve como epicentro a Europa Ocidental, estendeu-se para a América do Norte, e se espalha pela periferia do sistema mundial, chegando até nós. Há uma prioridade de se atacar as religiões monoteístas de revelação, porque julgam que o monoteísmo promove a intolerância e a revelação traz conceitos e preceitos autoritativos retrógrados (o pecado, por exemplo) que se chocam com as visões tidas como superiores da autonomia das criaturas. Mais particularmente, esse ataque se centra contra o cristianismo. A intolerância para com a religião implica impossibilitar sua expressão nos espaços públicos ou que seus seguidores ajam publicamente por motivações religiosas. A religião, para seus adversários secularistas, deveria apenas ficar confinada às quatro paredes dos templos e dos lares, à subjetividade de cada um, condenada à irrelevância. Essa elite se sente iluminada, superior, com o papel histórico de proteger as pessoas delas mesmas, de corrigir seus “atrasos” e de “educar” a humanidade, seja pelo apropriação dos aparelhos ideológicos do Estado (educação, mídia), seja pelo uso do aparelho coercitivo do Estado (leis, justiça, polícia). Na esteira desse movimento temos tido a chatice do “politicamente correto” (moralismo de esquerda), a luta por retirar símbolos religiosos dos espaços públicos, acabar com os dias santificados, proibir a saudação “Feliz Natal” (deve-se apenas desejar “Boas Festas”), e a defesa de bandeiras como a liberação sexual, o aborto (no lugar do direito à vida, o direito da mulher a dispor do “seu” corpo), a eutanásia e a licitude das “orientações sexuais” -- a chamada agenda GLSTB (gays, lésbicas, simpatizantes, transgêneros e bissexuais). Por sua mobilização política (e não por “descobertas científicas”) se promoveu a retirada dessa anomalia do rol das enfermidades e dos ilícitos -- e se instituir o casamento homossexual -- e se parte para proibir os que querem deixá-la, cassar o registro de psicoterapeutas, forçar a maioria a mudar seus padrões morais e criminalizar os que não aderirem. Enquanto a Europa e a América do Norte já evidenciam um novo ciclo de perseguição religiosa, corre no Congresso Nacional um projeto de lei que faria o autor desse artigo ser condenado a até cinco anos de prisão por escrevê-lo. Enquanto a minoria materialista tenta forçar uma ateucracia e a minoria homossexual tenta fomentar uma heterofobia -- ódio aos que insistem no seu direito de afirmar a normatividade da heterossexualidade, e de não aceitar a normalidade do homoerotismo -- eles recebem o apoio (cavalo de troia) de outra minoria: o liberalismo teológico. A nós, a maioria, cabe, democraticamente, o direito à resistência!


• Dom Robinson Cavalcanti é bispo anglicano da Diocese do Recife e autor de, entre outros,Cristianismo e Política -- teoria bíblica e prática histórica e A Igreja, o País e o Mundo -- desafios a uma fé engajada.
www.dar.org.br

Fonte: revista Ultimato

quarta-feira, 13 de julho de 2011

do You Tube e sua utilidade...


a invenção do You Tube foi muito boa... lá encontramos as canções do VPC, Jorge Camargo... mas tem também as inúmeras bobagens de indivíduos sem noção...

sábado, 9 de julho de 2011



Em definitivo: futebol é o ópio de povo do povo brasileiro. Nosso país não vai bem na sua agenda social. A violência gampeia nas cidades. A educação já dá suspiros de morte. Corrupção é atributos de boa parte dos ministros de Brasília. O Vasco ganhou a copa do Brasil. É o fim. A seleçãozinha do Mano vai de mal a pior... O empate com o Paraguay é coisa pra ingLês vê a quantas andas o futebol fora dos domínios da rainha...

Ainda bem que existe a Seleção Brasileira de Feminino. Viva Marta e suas amiguinhas !!!!!!

terça-feira, 5 de julho de 2011

das coisas que se vê pelas ruas de Teresina...


Estava almoçando quando uma garotada invadiu literalmente o restaurante. Na sua maioria o grupo era composto por garotas na faixa etária de 12 a 14 ou quinze anos. Foram à garçonete e pediram uma cerveja. Eu falei CERVEJA. Não falei sorvete, suco nem amendoim (por que amendoim ?). Repito: CERVEJA. A moça garçonete não titubeou: entregou a bebida na hora. Os presentes no recinto não estranharam a ação das moças ou da garçom mulher. Houve uma aceitação tácita. Afinal, um dia (não muito distante) elas/eles serão ávidos consumidores de álcool... Só uma coisa causou estranhamento: a garotada ficou na dúvida se queria copos "americano" ou descartáveis. Também não quiseram uma mesa (eram quatro) para sentar. Optaram pelos copos descartáveis. Beberam (em pé e na porta...) metade do conteúdo do lúpulo engarrafado e foram embora pela rua sombreada do centro da capital mafrense...Os que ficaram no restau-rante ficaram com muitas dúvidas: a minha era apenas uma. Alguém duvida que essa garotada vá dá muito lucro à AMBEV ?

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Tipos de família...


Nos dias que correm é importe não "vacilar" sobre a família a que pertencemos... O Correio Braziliense lista os seguintes tipos: matrimonial, união estável, concubinária, monoparental, unilinear, homoafetiva, interssexual, mosaico, unipessoal, eudemonista. Na próxima oportunidade falaremos sobre cada tipo.