Hoje fiz duas coisas que apontaram
uma terceira. A primeira foi a leitura do capítulo 37 do livro de Ezequiel. O
texto fala do vale dos ossos secos e ação do profeta em levar a Palavra do
Senhor para esses ossos, dando-lhes carne, juntas, nervos e, por fim, o
Espírito de vida. A passagem tem o objetivo de mostrar ao povo de Israel (à
época em cativeiro) que eles não estavam desamparados, nem esquecidos. Mesmos
que eles fossem ossos secos o Senhor lhes restauraria a vida.
Ir de Pajeú do Piauí para Canto
do Buriti (a 410 km ao sul de Teresina) foi a segunda coisa. São apenas 38 km
que separam as duas cidades do sertão piauiense. A vegetação está completamente
seca, um sol escaldante e inclemente e um calor que nada deixa a dever ao de
Teresina. Uma visão não muito boa aos olhos. Os rebanhos já têm à mostra pele e
ossos. O único animal que “se dá bem” com a seca é o famoso bode piauiense.
Os dois episódios me levam a uma
conclusão/analogia (a terceira coisa): a função/missão/trabalho/objetivo do
professor é muito parecida com a do profeta Ezequiel frente ao vale de ossos
secos. Dá vida (transmissão do conhecimento) àqueles/àquelas que não o tem. Do
mesmo modo que o é semelhante com a ação da chuva enviado dos céus para dá vida
à sequidão que impera no sertão.
Para finalizar, quero aqui agradecer
a todos os alunos e ex-alunos e alunas que ontem (15 de outubro) enviaram
mensagens alusivas à data. Em especial a Carla Cronemberger que me brindou com
a citação do pensamento de Henry Adams: “O professor se liga á eternidade. Ele
nunca sabe quanto cessa sua influência”. Soli Deo Gloria.
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