quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Sequidão e vida


Hoje fiz duas coisas que apontaram uma terceira. A primeira foi a leitura do capítulo 37 do livro de Ezequiel. O texto fala do vale dos ossos secos e ação do profeta em levar a Palavra do Senhor para esses ossos, dando-lhes carne, juntas, nervos e, por fim, o Espírito de vida. A passagem tem o objetivo de mostrar ao povo de Israel (à época em cativeiro) que eles não estavam desamparados, nem esquecidos. Mesmos que eles fossem ossos secos o Senhor lhes restauraria a vida.

Ir de Pajeú do Piauí para Canto do Buriti (a 410 km ao sul de Teresina) foi a segunda coisa. São apenas 38 km que separam as duas cidades do sertão piauiense. A vegetação está completamente seca, um sol escaldante e inclemente e um calor que nada deixa a dever ao de Teresina. Uma visão não muito boa aos olhos. Os rebanhos já têm à mostra pele e ossos. O único animal que “se dá bem” com a seca é o famoso bode piauiense.

Os dois episódios me levam a uma conclusão/analogia (a terceira coisa): a função/missão/trabalho/objetivo do professor é muito parecida com a do profeta Ezequiel frente ao vale de ossos secos. Dá vida (transmissão do conhecimento) àqueles/àquelas que não o tem. Do mesmo modo que o é semelhante com a ação da chuva enviado dos céus para dá vida à sequidão que impera no sertão.


Para finalizar, quero aqui agradecer a todos os alunos e ex-alunos e alunas que ontem (15 de outubro) enviaram mensagens alusivas à data. Em especial a Carla Cronemberger que me brindou com a citação do pensamento de Henry Adams: “O professor se liga á eternidade. Ele nunca sabe quanto cessa sua influência”. Soli Deo Gloria.

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