O
des-conforto é geral. Uns apresentam um sorriso amarelo, típico de momentos
ingratos. Outros agem com se fosse a coisa mais natural do mundo. O importante
é respeitar. E o respeito, nos dias que correm debaixo do sol, tem a mesma
importância da rampa de acessibilidade, da liberdade de imprensa e a
portabilidade de celular e, agora, até de salário.
Toda
a mídia golpista e marrom bate palmas. Vou ser mais claro (minha natureza é
muita prolixa...). Falo da questão de se auto-afirmar homossexual para céus e
terra. Até alguns dias era “sair do armário”. A última foi uma cantora da terra
do meu amigo Rui Barbosa. Aos que não sabem onde o velho Rui nasceu, vou
ajudar: do mesmo torrão natal de Raul Seixas. Ajudou? Creio que não. Nesse vai
ser tudo revelado: do mesmo lugar onde é feito o carnaval baiano.
Ela,
a cantora, mãe de filhos e filhas. Separada. Agora namorando uma jornalista. Se
você freqüentou alguma de minhas aulas de língua portuguesa (gramática) saberá
que jornalista é um substantivo comum de dois gêneros. Logo, o que vai
definir/revelar o sexo, no caso em questão, será (neste caso em especial) o
numeral. Eu disse UMA jornalista. Resuminho: a cantora namora, ou melhor, tem
um relacionamento homo-afetivo (não tenho certeza se a grafia está correta) com
uma jornalista.
As
duas merecem todo respeito do mundo civilizado. Poderia ser um pedreiro com um
motorista. O art. 5° de nossa Carta Magna é muito claro. Todos têm direitos e
deveres. O que não se pode querer de ninguém é a admiração ou a concordância
silenciosa. Respeito é uma via de mão dupla. Quem o requere tem que usá-lo na mesma proporção que o quer receber. Quem critica tem que ter a consciência que também será criticado. É a ação e reação decantada nas aulas de física.
Quem quiser ser homoafetivo que o seja. Terão o meu respeito, nunca meu silêncio, nem
minha concordância e admiração.
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